Wed 27th Sep, 2006, Notícias, Estado

Prejudicar as melhores…

… para beneficiar as piores, ao abrigo de uma tão habitual justificação: a coesão!

A notícia surge nos mais diversos jornais:

Cortes vão prejudicar melhores universidades

Os cortes de dinheiro para as universidades previstos no Orçamento de Estado (OE) de 2007 "vão criar muitos problemas" no ensino superior. Para o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Lopes da Silva, as que têm hoje melhor desempenho e vão receber menos dinheiro não vão conseguir manter esse nível e as que têm maus resultados vão piorar.

A responsabilidade é da aplicação de uma fórmula de financiamento definida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. De acordo com a notícia divulgada ontem pelo Diário Económico, as universidades com melhor desempenho pedagógico e científico, que deveriam ter um crescimento orçamental, vão receber menos dinheiro que as instituições com piores indicadores.

Em termos reais, o bolo do orçamento destas instituições encolhe 8% - o que corresponde a um corte nominal de 6,2% relativamente ao OE de 2006. Todas as universidades vão receber menos, mas as melhores vão ser penalizadas, tendo de ajudar à sobrevivência das piores.

"Há universidades que baixam 5%, ficando abaixo daquilo de que necessitam para sobreviver", diz Lopes da Silva. O presidente do CRUP adivinha "muitas dificuldades para que as universidades com pior desempenho cumpram a sua missão". No que diz respeito às instituições com melhores desempenhos, este responsável tem "dúvidas de que possam continuar a ter os melhores resultados". Ainda assim, Lopes da Silva considera que "tem de haver solidariedade entre as instituições".

Segundo o presidente do Conselho de Reitores, com estas restrições, o ministro Mariano Gago pretende "fazer com que não existam instituições que vejam ser posta em perigo a sua sobrevivência". Para isso, a fórmula de financiamento tem um factor de coesão, que não permite que nenhuma universidade desça mais de 7% nem menos de 5% no orçamento.

Assim, "as universidades que tinham direito a mais dinheiro vão receber menos para que as outras não desçam tanto". A fórmula é feita em função do número de alunos, da qualificação do corpo docente e do número de licenciados que a instituições produz.

Diário de Notícias, 27-09-2006

Não quero acreditar que seja uma opção possível!

Fri 8th Sep, 2006, Uncategorized

PCP e FARC

 Excelente Post no Insurgente:

Transcreve-se, abaixo, comunicado do Partido Comunista Português (via Tugir, meus destaques):

A propósito das notícias sobre a presença das FARC na Festa do «Avante!»
(07.09.2006)

Tendo em conta as notícias vindas a público pela comunicação social e respectivas declarações de entidades diplomáticas e do estado português sobre a presença das FARC na Festa do “Avante!” tona-se público o seguinte:

«1 - A exemplo de anos anteriores, participaram na Festa do “Avante!” – a convite do PCP – 43 partidos e organizações progressistas de todo o mundo, transformando-a num importante acontecimento internacional e num grande espaço de solidariedade internacionalista e de luta contra o imperialismo. Facto que, por si só, revela os profundos laços de cooperação e amizade que o PCP mantém com partidos e povos de todo o mundo e que raramente é noticiado pela comunicação social portuguesa como um dos aspectos mais ricos da Festa do “Avante!”

2 - Os princípios que norteiam os convites decididos pelo PCP para a Festa do “Avante!” e outras iniciativas, baseiam-se exclusivamente na sua política de relações internacionais e na solidariedade dos comunistas portugueses para com aqueles que em todo o mundo desenvolvem processos de resistência e luta contra as políticas anti-sociais, antidemocráticas e belicistas das principais potências imperialistas, ou de governos claramente manietados e instrumentalizados por essas potências – como é o caso do governo colombiano. Assim, estiveram em Portugal organizações de países e povos que prosseguem corajosamente processos de luta contra essas políticas como são exemplos o Partido Comunista Libanês, várias organizações palestinianas, nomeadamente a OLP, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Comunista da Boémia e Morávia, etc…

3 - No quadro dos convites efectuados para a Festa do Avante - de acordo com os princípios enunciados anteriormente - estiveram presentes nesta iniciativa duas organizações provenientes da Colômbia a saber: O Partido Comunista Colombiano e a Revista “Resistência”.

4 - O PCP aproveita esta oportunidade para denunciar as tentativas de criminalização da resistência ao grande capital e ao imperialismo e para reiterar a sua frontal oposição à classificação pelos EUA e União Europeia das FARC - uma organização popular armada que há mais de 40 anos prossegue, entre outros objectivos, a luta pela real democracia na Colômbia e por uma justa e equitativa redistribuição da riqueza, dos recursos naturais da Colômbia e da posse e uso da terra – como organização terrorista

Algumas dúvidas:
  1. Os "profundos laços de cooperação e amizade" significa que o PCP apoia as acções de "resistência" destes grupos armados, nomeadamente atentados às populações e sequestros? Será que, para o PCP, actos de terrorismo são justificáveis se forem realizados em nome da "resistência ao grande capital e ao imperialismo (…) [com o objectivo de luta por uma] justa e equitativa redistribuição da riqueza"?

  2. Se existe "solidariedade dos comunistas portugueses para com aqueles que em todo o mundo desenvolvem processos de resistência e luta contra as políticas (…) antidemocráticas" porque, então, convidar para a Festa do Avante os partidos comunistas de Cuba ou da China?
Fri 8th Sep, 2006, Cartoon

Blair esmagado

© Steve Bell 2006
steve.bell@guardian.co.uk

Wed 6th Sep, 2006, Notícias

Diário Digital: Vaga de demissões no Governo aumenta pressão sobre Blair

Sete membros do gabinete do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, demitiram-se esta quarta-feira, alegando que «o Partido Trabalhista e o país precisam de uma renovação urgente na liderança».

Todos os políticos que se demitiram ao longo do dia são deputados eleitos pelo Partido Trabalhista e exerciam funções no executivo de Tony Blair, a maior parte dos quais como conselheiros ou assessores dos principais ministros do gabinete.

A demissão mais significativa partiu do secretário de Estado da Defesa, Tom Watson, que escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro.

«Com muita tristeza tenho de dizer que já não acredito que a sua continuidade no Governo beneficie o partido e o país», lê-se na carta enviada por Tom Watson a Tony Blair.

Watson defende que é necessária «uma renovação urgente na liderança» e pede a Blair que assuma a data em que a pretende fazer.

«Com a claridade necessária para podermos avançar para o próximo ano», acrescenta.

O próprio Tony Blair já respondeu à mensagem, também através de uma carta aberta, lamentando a decisão de Tom Watson e considerando que ele foi «desleal» e «está enganado» no que escreve.

Tal como os restantes políticos que se demitiram e como outros deputados trabalhistas que não fazem parte do Governo mas já assumiram a mesma posição, o argumento dos críticos do primeiro-ministro é que é preciso definir uma data de saída para começar a planear as próximas eleições.

O jornal The Sun noticiou hoje, citando fontes próximas do primeiro-ministro, que Blair pretendia demitir-se do cargo de primeiro-ministro no dia 31 de Maio de 2007, quando completar dez anos à frente do governo britânico.

A notícia foi considerada credível já que o jornal, que apoiou Blair nas últimas três eleições gerais, tem acesso privilegiado a Downing Street, e por isso mesmo já antecipou várias datas que o primeiro-ministro decidiu no passado, como o calendário das eleições.

Alguns dos ministros mais próximos de Blair, como John Hutton, Hilary Benn, David Miliband e Hilary Armstrong, desdobraram-se entretanto em entrevistas, nas últimas horas, para tentar acalmar a polémica dentro do partido.

O argumento dos defensores do primeiro-ministro é que é má estratégia avançar mais pormenores sobre o assunto neste momento e que é suficiente indicar que a mudança na liderança se realizará no espaço de um ano.

«Esperamos já ter um novo líder para a conferência do partido em Setembro de 2007», avançou, ainda assim, o ministro Hilary Armstrong, o que pode confirmar a intenção de Blair abandonar Downing Street em meados de Maio, para dar lugar a uma disputa eleitoral interna antes de Setembro.

No entanto, os críticos, ou «deputados rebeldes», consideram que estas garantias não são suficientes e querem ver o próprio governante confirmar este cenário publicamente.

Caso não o faça, especula-se que sejam feitas por alguns deputados novas cartas de protesto contra o silêncio de Blair, que poderão circular durante a próxima conferência dos trabalhistas, a 24 de Setembro, para aumentar ainda mais a pressão sobre Blair.

Diário Digital / Lusa

Tue 5th Sep, 2006, Uncategorized

Ideia

Iniciar um novo Blog com uma citação seria a opção mais eficaz e teria resultados imediatos. Não precisaria de estar a pensar no que escrever e seria, certamente, uma afirmação inteligente.

Falhei.