Fri 29th Sep, 2006, Notícias, Estado

Ora aí está!

Bem vindo ao bom senso:

Ministro das Finanças considera injusto que todos paguem ADSE

O ministro das Finanças defendeu hoje que é injusto serem todos os portugueses a pagar o sistema de saúde especial dos funcionários públicos (ADSE), que em 2005 registou um défice de 763 milhões de euros.

«Têm que ser os utentes deste sistema a contribuírem para a sua viabilidade», disse Fernando Teixeira dos Santos numa declaração aos jornalistas.

O ministro referia-se à proposta apresentada quinta-feira aos sindicatos de aumentar a contribuição dos funcionários públicos de 1 para 1,5%.

Também os reformados, cuja reforma seja igual ou superior a 1,5 salários mínimos (cerca de 579 euros) passarão a descontar 1%.

«O que pedimos é que os funcionários públicos contribuam um pouco mais para a ADSE«, sublinhou Teixeira dos Santos, acrescentando que não é justo que sejam todos os portugueses a pagar por um sistema de saúde que só os funcionários públicos usufruem.

O ministro disse ainda que os funcionários públicos além de terem um sistema próprio ainda podem usufruir do sistema público de saúde.

Diário Digital / Lusa

29-09-2006 11:53:00

Wed 27th Sep, 2006, Notícias, Opinão

A Economia ao Sol!

A ler… com atenção: José Manuel Moreira, no Diário Económico.

«É o retrato perfeito da falta de clareza teórica que nos acompanha, e a que nem mesmo os “económicos” escapam.»

Wed 27th Sep, 2006, Notícias, Estado

Prejudicar as melhores…

… para beneficiar as piores, ao abrigo de uma tão habitual justificação: a coesão!

A notícia surge nos mais diversos jornais:

Cortes vão prejudicar melhores universidades

Os cortes de dinheiro para as universidades previstos no Orçamento de Estado (OE) de 2007 "vão criar muitos problemas" no ensino superior. Para o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Lopes da Silva, as que têm hoje melhor desempenho e vão receber menos dinheiro não vão conseguir manter esse nível e as que têm maus resultados vão piorar.

A responsabilidade é da aplicação de uma fórmula de financiamento definida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. De acordo com a notícia divulgada ontem pelo Diário Económico, as universidades com melhor desempenho pedagógico e científico, que deveriam ter um crescimento orçamental, vão receber menos dinheiro que as instituições com piores indicadores.

Em termos reais, o bolo do orçamento destas instituições encolhe 8% - o que corresponde a um corte nominal de 6,2% relativamente ao OE de 2006. Todas as universidades vão receber menos, mas as melhores vão ser penalizadas, tendo de ajudar à sobrevivência das piores.

"Há universidades que baixam 5%, ficando abaixo daquilo de que necessitam para sobreviver", diz Lopes da Silva. O presidente do CRUP adivinha "muitas dificuldades para que as universidades com pior desempenho cumpram a sua missão". No que diz respeito às instituições com melhores desempenhos, este responsável tem "dúvidas de que possam continuar a ter os melhores resultados". Ainda assim, Lopes da Silva considera que "tem de haver solidariedade entre as instituições".

Segundo o presidente do Conselho de Reitores, com estas restrições, o ministro Mariano Gago pretende "fazer com que não existam instituições que vejam ser posta em perigo a sua sobrevivência". Para isso, a fórmula de financiamento tem um factor de coesão, que não permite que nenhuma universidade desça mais de 7% nem menos de 5% no orçamento.

Assim, "as universidades que tinham direito a mais dinheiro vão receber menos para que as outras não desçam tanto". A fórmula é feita em função do número de alunos, da qualificação do corpo docente e do número de licenciados que a instituições produz.

Diário de Notícias, 27-09-2006

Não quero acreditar que seja uma opção possível!

Wed 6th Sep, 2006, Notícias

Diário Digital: Vaga de demissões no Governo aumenta pressão sobre Blair

Sete membros do gabinete do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, demitiram-se esta quarta-feira, alegando que «o Partido Trabalhista e o país precisam de uma renovação urgente na liderança».

Todos os políticos que se demitiram ao longo do dia são deputados eleitos pelo Partido Trabalhista e exerciam funções no executivo de Tony Blair, a maior parte dos quais como conselheiros ou assessores dos principais ministros do gabinete.

A demissão mais significativa partiu do secretário de Estado da Defesa, Tom Watson, que escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro.

«Com muita tristeza tenho de dizer que já não acredito que a sua continuidade no Governo beneficie o partido e o país», lê-se na carta enviada por Tom Watson a Tony Blair.

Watson defende que é necessária «uma renovação urgente na liderança» e pede a Blair que assuma a data em que a pretende fazer.

«Com a claridade necessária para podermos avançar para o próximo ano», acrescenta.

O próprio Tony Blair já respondeu à mensagem, também através de uma carta aberta, lamentando a decisão de Tom Watson e considerando que ele foi «desleal» e «está enganado» no que escreve.

Tal como os restantes políticos que se demitiram e como outros deputados trabalhistas que não fazem parte do Governo mas já assumiram a mesma posição, o argumento dos críticos do primeiro-ministro é que é preciso definir uma data de saída para começar a planear as próximas eleições.

O jornal The Sun noticiou hoje, citando fontes próximas do primeiro-ministro, que Blair pretendia demitir-se do cargo de primeiro-ministro no dia 31 de Maio de 2007, quando completar dez anos à frente do governo britânico.

A notícia foi considerada credível já que o jornal, que apoiou Blair nas últimas três eleições gerais, tem acesso privilegiado a Downing Street, e por isso mesmo já antecipou várias datas que o primeiro-ministro decidiu no passado, como o calendário das eleições.

Alguns dos ministros mais próximos de Blair, como John Hutton, Hilary Benn, David Miliband e Hilary Armstrong, desdobraram-se entretanto em entrevistas, nas últimas horas, para tentar acalmar a polémica dentro do partido.

O argumento dos defensores do primeiro-ministro é que é má estratégia avançar mais pormenores sobre o assunto neste momento e que é suficiente indicar que a mudança na liderança se realizará no espaço de um ano.

«Esperamos já ter um novo líder para a conferência do partido em Setembro de 2007», avançou, ainda assim, o ministro Hilary Armstrong, o que pode confirmar a intenção de Blair abandonar Downing Street em meados de Maio, para dar lugar a uma disputa eleitoral interna antes de Setembro.

No entanto, os críticos, ou «deputados rebeldes», consideram que estas garantias não são suficientes e querem ver o próprio governante confirmar este cenário publicamente.

Caso não o faça, especula-se que sejam feitas por alguns deputados novas cartas de protesto contra o silêncio de Blair, que poderão circular durante a próxima conferência dos trabalhistas, a 24 de Setembro, para aumentar ainda mais a pressão sobre Blair.

Diário Digital / Lusa